O que significam os dísticos ambientais de um carro
O que significam os dísticos ambientais de um carro, que documentos verificar num usado e porque o autocolante da DGT não determina, por si só, a categoria.

O essencial
Antes de comprar, compare a tecnologia e os critérios gerais das categorias ambientais com a informação disponível sobre o veículo. Confirme também a classificação registada no Registo de Veículos: o dístico apenas a identifica visualmente e não a determina por si só.
Resposta rápida: o autocolante não determina a categoria
Antes de comprar um veículo, compare a tecnologia anunciada e os critérios gerais de classificação ambiental e confirme a classificação registada no Registo de Veículos.
A razão é simples: o sinal V-25 — o autocolante que costuma estar no para-brisas — identifica visualmente a classificação ambiental registada no Registo de Veículos. Assim, ter um autocolante colocado não é a prova que cria nem determina a categoria; a referência é o registo. Também pode acontecer que um carro classificado não tenha o autocolante físico.
O Regulamento Geral de Veículos prevê os dísticos 0 emissões, ECO, C e B. Os veículos da categoria A não têm dístico. Avalie esta informação juntamente com a titularidade, a inspeção ITV e os ónus administrativos.
Fontes desta secção: Reglamento General de Vehículos: clasificación ambiental y señal V-25 ↗
- Confirme a classificação registada no Registo de Veículos.
- Peça o permiso de circulación (documento espanhol de circulação) e a tarjeta ITV (cartão/ficha técnica de inspeção).
- Se houver diferenças entre o anúncio e o autocolante, suspenda a operação até as esclarecer.

O que significam os dísticos 0, ECO, C e B
Os dísticos organizam os veículos de acordo com a sua classificação ambiental. Essa classificação é relevante ao comparar carros com tecnologias ou normas Euro diferentes.
O dístico 0 emissões corresponde, entre outros, a elétricos a bateria (BEV), elétricos de autonomia alargada (REEV), veículos a pilha de combustível e híbridos plug-in (PHEV) com uma autonomia elétrica mínima de 40 quilómetros. ECO abrange híbridos não plug-in, PHEV com autonomia elétrica inferior a 40 quilómetros e veículos a gás; nos automóveis de passageiros e comerciais ligeiros, todos devem também cumprir os critérios do dístico C.
As categorias C e B baseiam-se no combustível, na norma Euro e na categoria do veículo. Não basta ler o ano da primeira matrícula num anúncio: pode orientar uma pesquisa inicial, mas é necessário compará-lo com os critérios gerais aplicáveis ao veículo.
| Dístico | Tecnologias ou critérios associados | Aspetos a ter em conta |
|---|---|---|
| 0 emissões | BEV, REEV, pilha de combustível e PHEV com autonomia elétrica mínima de 40 km | Os critérios gerais de eletrificação do veículo |
| ECO | HEV, PHEV com autonomia elétrica inferior a 40 km e veículos a gás; todos devem cumprir os critérios C | A tecnologia e os critérios gerais aplicáveis a PHEV, HEV e veículos a gás |
| C | Gasolina Euro 4/IV, 5/V ou 6/VI; diesel Euro 6/VI | Combustível, norma Euro e categoria do veículo |
| B | Gasolina Euro 3/III; diesel Euro 4/IV ou 5/V | Combustível, norma Euro e categoria do veículo |
| Sem dístico | Categoria A | Não existe autocolante para esta categoria |
Fontes desta secção: Etiqueta 0 Emisiones ↗ · Etiqueta ECO ↗ · Etiqueta C ↗ · Etiqueta B ↗

Como verificar um carro antes de assinar
Peça ao vendedor uma imagem legível do permiso de circulación e da tarjeta ITV. O permiso de circulación identifica a titularidade do veículo; a tarjeta ITV comprova que está homologado. São documentos relevantes para confirmar um carro usado, mas não substituem a confirmação da classificação registada no Registo de Veículos.
Use os critérios gerais de combustível, norma Euro e categoria do veículo ao avaliar um carro anunciado como B ou C. Num PHEV, não presuma que tem o dístico 0: o limite oficial são 40 quilómetros de autonomia elétrica. Um plug-in com autonomia inferior a esse limiar pode enquadrar-se no ECO se também cumprir os critérios C aplicáveis. Também um híbrido não é automaticamente ECO sem mais condições: os híbridos não plug-in podem enquadrar-se nessa categoria se também cumprirem os critérios C aplicáveis, enquanto outros casos devem enquadrar-se nos critérios previstos. Estes critérios servem para detetar uma eventual discrepância, não para substituir a classificação final do Registo.
Numa compra de ocasião, acrescente um relatório completo da DGT. Permite confirmar dados técnicos, histórico de ITV, quilometragem, número de titulares e ónus. A DGT recomenda obtê-lo antes de adquirir o veículo para verificar, entre outras situações, embargos, precintos ou processos de insolvência.
Fontes desta secção: Etiqueta 0 Emisiones ↗ · Etiqueta ECO ↗ · Informe oficial de un vehículo ↗ · Documentación de un vehículo ↗
- Peça o permiso de circulación e a tarjeta ITV.
- Confirme a classificação registada no Registo de Veículos.
- Peça um relatório completo da DGT antes de formalizar a compra.
- Guarde as capturas de ecrã e os documentos até concluir a transferência.
Se o anúncio e o autocolante não coincidirem
Trate qualquer discrepância como uma situação que deve ser resolvida antes de comprometer dinheiro. O anúncio pode conter uma descrição incorreta e o autocolante pode não estar presente ou não constituir a prova determinante. A classificação ambiental consta do Registo de Veículos.
Não tente resolver a discrepância apenas com o ano do carro, o combustível, a tecnologia anunciada ou o aspeto do dístico. Estes dados permitem avaliar se a descrição parece coerente com os critérios gerais, mas a verificação conclusiva deve referir-se à classificação registada no Registo de Veículos. Se não coincidir com o anunciado, adie a assinatura e peça um esclarecimento documentado.
Fontes desta secção: Reglamento General de Vehículos: clasificación ambiental y señal V-25 ↗ · Documentación de un vehículo ↗
- Não aceite o autocolante físico como única prova.
- Não deduza a categoria a partir da data de matrícula.
- Confirme a classificação registada antes de avançar com a compra se existir uma discrepância.
Checklist final para escolher com menos incerteza
Se dois carros parecerem equivalentes em preço, quilometragem e estado, os critérios ambientais podem influenciar a escolha devido à sua tecnologia e classificação. Mas devem fazer parte de uma verificação mais abrangente: o relatório completo da DGT permite confirmar ónus, ITV, quilometragem e número de titulares.
Organize os resultados numa ficha de compra para cada unidade. Anote o dístico declarado, a classificação confirmada no Registo de Veículos, a data, a tecnologia anunciada e o resultado do relatório. Este método reduz o risco de confundir uma característica declarada num anúncio com uma condição administrativa confirmada.
Fontes desta secção: Informe oficial de un vehículo ↗
- Dístico declarado registado.
- Classificação registada confirmada.
- Tecnologia anunciada comparada com os critérios gerais da categoria.
- Relatório completo da DGT pedido para um usado.
- Condições de compra suspensas se existir uma discrepância por resolver.
Um carro híbrido tem sempre dístico ECO?
Não convém generalizar. Os híbridos não plug-in podem enquadrar-se no ECO se também cumprirem os critérios do dístico C. Nos híbridos plug-in, uma autonomia elétrica inferior a 40 km pode enquadrar-se no ECO se cumprir esses critérios, e uma autonomia mínima de 40 km entra em 0 emissões, de acordo com os critérios da DGT.
A data de matrícula basta para saber se um carro é B ou C?
Não. Pode servir como orientação inicial, mas, para automóveis de passageiros e comerciais ligeiros, os critérios oficiais são definidos pelo combustível, pela norma Euro e pela categoria do veículo.
O que devo pedir ao comprar um carro usado além do dístico?
Peça o permiso de circulación e a tarjeta ITV, confirme a classificação registada no Registo de Veículos e solicite um relatório completo da DGT. O relatório permite verificar, entre outros dados, o histórico de ITV, a quilometragem, o número de titulares, os ónus e os dados técnicos.


